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Sim, Não, Irrelevante

março 7, 2011

Caros internautas,

No feriado de 15 de novembro, do ano passado, fui com o pessoal da Atlética para Maresias. Na volta para São Paulo enfrentamos 5 horas de transito, e para distraímos na van, o Mesquita e a Carol ( DGE 2010) sugeriu um jogo,que se chama  “ Sim, Não e Irrelevante”,  mas também é conhecido como enigma, desafio, clue, detetive e teste de QI. Eu já havia brincado desse jogo há muito tempo atrás, mas já até tinha me esquecido que ele existia, e de como ele é legal.

Para jogar o “ Sim, Não e Irrelevante” é preciso apenas de uma galera reunida, quanto mais gente melhor fica o jogo, e cada partida pode varia de minutos até horas. O funcionamento do jogo é simples (mas isso não quer dizer que o jogo seja fácil), uma pessoa conta um contexto de uma estória, depois disso, os outros participantes devem descobrir qual é a estória, como um todo. E para isso, os participantes, que estão tentando adivinhar, devem fazer perguntas para o contador da estória, e esse só pode dar como resposta: Sim, não ou irrelevante ( sem importância, o dado não interfere na estória).

As perguntas podem ser de qualquer tipo, como por exemplo :

a. “Ele estava feliz ?”

b. “É preciso saber a cor do guarda-chuva ?”

c. “O advogado sabia do crime, e estava se fingindo de inocente ?”

Perguntas que não podem ser respondidas com “sim” ou “não” ou “irrelevante”, na maioria das vezes, são do tipo :

d. “Qual é a profissão do homem que encontrou a chave ?”

e. “Por que ele estava assustado ?”

f .”Quando o aquário foi quebrado ?”

g. “Da onde apareceu tanta pedra ?”

As respostas devem ser feitas da forma a ajudar aqueles que tentam adivinhar a estória, uma resposta errada pode levar os participantes a saírem do enredo da história. Por exemplo na pergunta “a” se o estado emocional do personagem não for levar a nenhuma conclusão, a melhor resposta a ser dada é “irrelevante”.

As perguntas “d, e, f, g” devem ser respondidas, como uma dica, ou seja, apenas se os participantes estiverem muito fora do contexto ou se houver demora em achar novas pistas. Caso contrário as respostas vão levar a uma solução rápida para o problema, o que deveria ser feito pela dedução dos participantes.

O jogo termina quando os participantes conseguem revelar o desfecho da estória… É importante ressaltar que o objetivo deste jogo não é fazer vencedores ou perdedores, e sim, interagir um grupo de pessoas.

Alguns exemplos de enigmas:

Canibalismo Inconsciente:

Contexto :

Um casal entra em um restaurante, sentam-se e pedem faisão. O faisão chega e ao colocá-lo na boca o homem desmaia.

Solução :

Aquela seria a segunda vez que o homem comera faisão. A primeira foi logo após um naufrágio, no qual estava presente, muito tempo atrás quando ainda era casado com a sua primeira esposa. Logo após o naufrágio, isolados numa ilha, o grupo faminto foi atrás de comida. Nisso ele havia perdido a amada durante a procura.

Quando um grupo retornou trouxe consigo uma carne vermelha que diziam ser de faisão e além disso trouxeram a notícia que a mulher dele havia sumido. Nesta segunda oportunidade que ele comia faisão ele se lembrou que o gosto da carne não era o mesmo daquele na ilha então presumiu que havia ingerido a carne de sua mulher.

Comentários :

A mulher que estava com ele no restaurante pode ser qualquer mulher, não necessariamente sua segunda esposa. E além disso, ela não participou do naufrágio.

Programa Incomum

Contexto :

Um homem apaga a luz e sai de casa para tomar uma cerveja no bar. Vê algo va TV, volta para casa, acende a luz e suicida-se.

Solução :

O homem trabalhava e morava em um farol. Certa noite, ele achou que nenhum barco atracaria mais no porto, então, resolveu desligar o farol e ir tomar uma cervejinha no bar.

Estava lá por um longo tempo. Morava sozinho e por isso não tinha horário para voltar para casa. Quando na televisão aparece a notícia que um barco se acidentou nos recifes porque o farol estava apagado.

O homem que estava no bar percebeu sua falha e voltou correndo para o farol. Chegou lá e viu o acidente. Ficou tão transtornado que só teve tempo de acender o farol, para evitar mais acidentes e pular sobre os recifes, decretando sua morte.

Comentários :

Não diga no contexto que ele morava no farol.

Quando a história for contada, não se deve falar como ele suicidou, pois esclareceria grande parte do caso.

Não há um motivo claro para ele ter saído e deixado a luz apagada. Ele poderia deixar a luz acessa, mas por algum motivo apagou.

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4 Comentários leave one →
  1. lkjlkj permalink
    agosto 27, 2011 9:40 am

    Legal! Estava procurando sobre esse jogo e finalmente encontrei aqui! Obrigado

  2. fevereiro 22, 2012 4:43 am

    Gosto d+ dessa brincadeira. Tem uma história que meu primo criou que é bem bacana e dependendo da vertente que o grupo toma, demora bastante pra solucionar.

    [ história 1 ]

    Introdução:
    Um homem é encontrado morto com seu relógio destruído que marcava a hora da morto.

    Solução:
    O homem é surdo, mudo e cego. Ao voltar do seu trabalho (o qual é irrelevante), acostumado a atravessar a linha do trem em um horário que o trem não passava, foi atropelado porque seu relógio estava 15 minutos atrasado.

    Dicas:
    Se o grupo for bom (acostumado com este jogo) você pode omitir a informação sobre o relógio na introdução.

    Essa foi bolada por um amigo e jogamos em um fórum através da internet.

    [ história 2 ]

    Introdução:
    Um homem é encontrado morto enforcado e com os pés queimados.

    Solução:
    O homem foi deixado para morrer em uma forca de pé sobre uma grande pedra de gelo e sufocou quando a pedra derreteu.

    Dica:
    Pode omitir o tipo de ferimento no pé. Eu matei essa história com pouquíssimas perguntas, pois tem uma morte no filme Jogos Mortais (não lembro o número) que é assim e eu me lembrava disso.

    Se tiver boas histórias, compartilhe comigo por e-mail: messalamg[at]gmail[dot]com. Se eu conseguir novas, eu volto para postar aqui. Fiquei muito tempo sem jogar, vou tentar bolar umas boas. Quero misturar ficção e variações de tempo, como histórias medievais ou futurísticas, pra aumentar o nível de dificuldade. Não sei se vai dar certo…

  3. fevereiro 22, 2012 4:46 am

    Se quiser conhecer como foi a experiências em fóruns, eis o link:

    http://dbbr.lzzbr.com/viewtopic.php?f=21&t=318&sid=82ad26c881c828cfc98fcf96369cbe41&start=35

  4. janeiro 7, 2013 2:00 pm

    Cara! Esse jogo é tão emocionante que me levou a pesquisar ” Sim, Não e Irrelevante” no Google! Pois bem, trago mais um caso para vocês! Essa é bem complicada!

    Introdução:

    Um homem estava em sua casa, quando ouve batidas em sua porta. Abre a porta e se depara com outro homem segurando uma caixa. Ele abre a caixa. O homem dono da casa faz um sinal de “sim” com a cabeça. O homem fecha a porta, e vai embora.

    Solução:

    O que havia na caixa era um braço, pertencente ao homem que a segurava. O dono da casa, assim como ele, não possuía um braço. (Obs: A grupo tentará adivinhar o que acontecerá com o braço dos homens. A partir daí, ocorre uma mudança na linhagem temporal da história.) Os dois homens estavam em um navio que naufragara um tempo atrás. Poucos sobreviventes se juntaram em um bote, e, devido a falta de comida, foram obrigados a comer seus próprios braços. Como o homem da caixa era um médico, coube a ele amputar os braços dos outros náufragos, mas para isso precisaria dos dois braços. Um trato foi feito. Ele comeria os braços dos outros náufragos, se amputasse seu próprio braço depois. Assim foi feito, e o médico passou casa por casa, para mostrar que cumprira seu trato.

    Foi minha primeira história! Tinha doze anos, e foi assustador! hahahahahahaha mas valeu a pena!

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